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domingo, 23 de fevereiro de 2014

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Cinética Química+Vídeo aula explicativa


Extraído do vlog: Aulalivre .net


A Cinética Química é o estudo das velocidades das reações químicas. Nela é introduzida a variável tempo nas transformações físico-químicas. Enquanto que na termodinâmica determina-se a variação das propriedades de um sistema quando este passa de um estado de equilíbrio para outro, na cinética se estabelece o tempo necessário para que a transformação ocorra. A cinética química está baseada em processos químicos experimentais, que são modelados matematicamente por meio de equações diferenciais. O método consiste em montar a equação diferencial que retrata um determinado fenômeno e resolvê-la, obtendo-se assim a função que representa, explicitamente, a variação da concentração dos reagentes com o passar do tempo.

Um exemplo que pode ilustrar a diferença entre a abordagem termodinâmica e a cinética é a transformação do diamante em grafite nas condições ambientes. Por meio de considerações termodinâmicas conclui-se que a transformação é espontânea, visto que o carbono na forma de grafite possui, nessas condições, maior estabilidade do que na forma de diamante. Já do ponto de vista cinético, vê-se que essa transformação não ocorre em velocidade apreciável, de modo que não se pode constatar a sua ocorrência no dia a dia. Este é o motivo pelo qual não se verifica a transformação de um anel de diamante em um anel de grafite!
                         Grafite                                                                                Diamante

O conhecimento da cinética de qualquer processo é de grande importância, devido a suas aplicações:

- na físico–química, para o estudo das ligações químicas (energia de ligação, estabilidade de compostos);
- na química orgânica, para a determinação dos mecanismos das reações;
- em engenharia química, para o desenvolvimento de teorias de combustão, explosões, transferência de massa e energia e no cálculo de reatores;
- no âmbito farmacêutico, nos estudos de estabilidade e degradação de medicamentos.


O que é a velocidade de uma reação química? Como determiná-la?

Para o estudo da cinética química é necessário estabelecer uma definição precisa, quantitativa, da velocidade de uma reação química. No cotidiano, uma reação é dita rápida quando ocorre quase instantaneamente, como em uma explosão. Já uma reação lenta pode ser exemplificada com um processo de corrosão de um metal exposto às condições atmosféricas, que leva um tempo longo para ocorrer.
A velocidade de uma reação química pode ser definida como a variação na concentração de uma espécie (reagente ou produto) dividida pelo tempo que a mudança leva para ocorrer.
Um forma de expressar a velocidade de uma reação é através da velocidade média, calculada a partir da variação da concentração molar de um reagente, R,,durante o intervalo de tempo.

As velocidades são sempre definidas de modo a se obter grandezas positivas. Assim, para uma reação R → P define-se:
Velocidade média de consumo:
Velocidade média de formação:
Ou, em termos de variações infinitesimais:
Na cinética química um conceito fundamental é o de velocidade instantânea. A velocidade instantânea pode ser entendida como uma velocidade média calculada em um intervalo de tempo muito curto, em torno de um instante de tempo de referência. Pode-se compreender a velocidade instantânea como o limite da velocidade média para um intervalo de tempo tendendo a zero, o que matematicamente corresponde à derivada da função que descreve a variação da concentração com o tempo.
Para obter a velocidade de uma reação em um determinado instante, uma maneira é traçar a tangente no ponto correspondente do gráfico de concentração versus tempo. Como se pode ver no gráfico abaixo:


Como se classificam as reações químicas do ponto de vista cinético?

Do ponto de vista cinético, as reações químicas podem ser classificadas em elementares e não elementares.
Reações elementares são aquelas que ocorrem em uma só etapa e para elas a equação estequiométrica traduz perfeitamente o mecanismo pelo qual a reação ocorre.
Por exemplo, para a reação elementar:

Sua velocidade depende do número de colisões das moléculas do reagente A com as moléculas do reagente B. Portanto, sua velocidade será proporcional à concentração do reagente A e à concentração do reagente B:
Reações não elementares são aquelas que ocorrem por meio de várias etapas elementares, cada uma com uma expressão de velocidade própria.
Por exemplo, a reação entre o hidrogênio e o bromo para formar ácido bromídrico, no estado gasoso:
Esta reação foi estudada experimentalmente e verificou-se que ocorre por meio das seguintes etapas:
k1 
k2
k3
k4
k5

E a velocidade global dessa reação pode ser expressa da seguinte forma:
Como pode se observar por este exemplo, a lei de velocidade não pode ser deduzida da equação química, devendo ser determinada experimentalmente.

O que é a constante de velocidade?
Na expressão tem-se a constante de proporcionalidade , que é a constante de velocidade da reação.
Matematicamente, k é a velocidade da reação quando as concentrações são unitárias. A constante de velocidade k tem dimensões que dependem da ordem de reação:
Onde n= ordem da reação.

Fonte:

O material apresentado neste sítio foi baseado nos seguintes livros: Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente (Atkins, 2006), Físico-Química (Atkins, 1999) e Fundamentos de físico-química: uma abordagem conceitual para as ciências farmacêuticas (Netz, 2002). Conheça nossa bibliografiacompleta.

Este trabalho foi realizado pelo acadêmico Rômulo Messias Kipper, estudante do curso de Licenciatura em Química da UFRGS, sob a orientação da professora Tania Denise Miskinis Salgado (tania.salgado@ufrgs.br) , do Departamento de Físico-Química do Instituto de Química da UFRGS, com o apoio financeiro da Secretaria de Educação a Distância (SEAD) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

domingo, 3 de novembro de 2013

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Propriedades coligativas: Conheça as características e os efeitos dessas propriedades

O estudo das propriedades coligativas é um dos conteúdos mais importantes a serem estudados, pois facilita a compreensão de fenômenos químicos simples, que ocorrem diariamente, e/ou mais complexos.
Um efeito coligativo é uma modificação que ocorre em certas propriedades de um solvente quando adicionamos nele um soluto não volátil. Essa modificação só depende do número de partículas (moléculas ou íons) dissolvidas - e não de suas naturezas. Usamos a expressão soluto não volátil quando o ponto de ebulição do soluto for superior ao do solvente.
Sabemos que, para cada temperatura, a pressão de vapor de um líquido puro depende da fração de suas moléculas, que têm suficiente energia cinética para escapar da atração das moléculas vizinhas:
  • Figura 1 - (a) o equilíbrio na superfície do líquido (ilustra a passagem das espécies entre as fases líquido e vapor); (b) gráfico da pressão de vapor da água pura (note que a pressão de vapor correspondente à temperatura de 100oC equivale a 1 atm). Fonte: Kotz, Treichel Jr., Química geral 1 e reações químicas, 2005.
Para simplificar um pouco a discussão, levaremos em conta apenas soluções contendo solutos não voláteis, podendo inclusive tratar-se de espécies iônicas ou moleculares. Em virtude dos efeitos coligativos dependerem do número de partículas presentes, e não da natureza dessas partículas (um mol de íons exerce o mesmo efeito que um mol de moléculas), o efeito será proporcional ao número de íons originados por fórmula do composto iônico (para solutos iônicos).
Em síntese, faz-se necessário que o leitor considere a seguinte situação:
a) Compostos moleculares, quando em solução, apresentaram o número de partículas dispersas, iguais à quantidade molar dos compostos dissolvidos, ou seja:
Soluto
Concentração, mol.L-1
Cada molécula corresponde a
Total de partículas dispersas
Glicose
0,01
1 partícula
1 x 0,01 x 6,02x1023
Glicose
0,1
1 partícula
1 x 0,1 x 6,02x1023
Etilenoglicol
0,01
1 partícula
1 x 0,01 x 6,02x1023
Etilenoglicol
0,1
1 partícula
1 x 0,1 x 6,02x1023
  • Onde: 6,02x1023 = número de Avogadro
b) Compostos iônicos, quando em solução, apresentaram o número de partículas dispersas, iguais à quantidade molar dos íons dissolvidos, ou seja:
Soluto
Concentração, mol.L-1
Cada molécula corresponde a
Total de partículas dispersas
NaCl
0,01
2 íons (Na + (sol)) + Cl -(sol))
2 x 0,01 x 6,02x1023
NaCl
0,1
2 íons (Na + (sol)) + Cl -(sol))
2 x 0,1 x 6,02x1023
MgCl2
0,01
3 íons (Mg 2+ (sol)) +2 Cl -(sol))
3 x 0,01 x 6,02x1023
MgCl2
0,1
3 íons (Mg 2+(sol)) +2 Cl -(sol))
3 x 0,1 x 6,02x1023
  • Onde: 6,02x1023 = número de Avogadro
Repare que uma solução de NaCl contém o dobro de partículas dispersas em solução, quando comparada com uma solução de glicose (na mesma concentração).

Mas, enfim, quais são os efeitos provocados em um sistema com estas características?
 

Efeitos coligativos

Para cada propriedade considerada, teremos um efeito observado:

a) Pressão de vapor  efeito tonoscópico
O efeito consiste na diminuição da pressão de vapor (aquela exercida pelas moléculas de maior energia do solvente contra a interface - para passar ao estado de vapor -, ou seja, a capacidade de evaporação) do solvente quando se adiciona um soluto não volátil:

  • Figura 2 - Efeito tonoscópico, provocado pela presença de partículas do soluto na solução.
Podemos afirmar que o soluto dificulta a evaporação do solvente. Em síntese, com a adição de partículas de soluto (íons ou moléculas) intensificam-se as forças atrativas moleculares e, consequentemente, a pressão de vapor do solvente diminui. b) Ponto de ebulição  efeito ebulioscópico
Nosso foco agora se direciona para o aumento da temperatura de ebulição do solvente, quando se adiciona um soluto não volátil. Do mesmo modo, o efeito é explicado pelo aumento da intensidade das forças interativas e pela presença das partículas do soluto. Quanto maior o número de partículas de soluto, maior o número interações soluto-solvente e, consequentemente, menor a tendência de escape das moléculas de solvente para o estado gasoso:

  • Figura 3 - Efeito ebulioscópico, provocado pela presença de partículas do soluto na solução.
Ao adicionarmos açúcar à água de preparo do café, aumentamos a temperatura de ebulição da água. A interpretação simples seria dizer que água com açúcar irá demorar mais a ferver. Quanto maior for a quantidade de soluto, maior será o efeito. Qualquer dona de casa sabe dizer qual queimadura é mais dolorida: a causada por água quente ou por melado (água com açúcar).

c) Ponto de fusão  efeito crioscópico
O efeito crioscópico consiste na diminuição da temperatura de congelamento ou fusão do solvente quando se adiciona um soluto não volátil:

  • Figura 4 - Efeito crioscópico, provocado pela presença de partículas do soluto na solução.
Exemplos de aplicação deste efeito podem ser observados na fabricação de sorvete e na adição de etilenoglicol em radiadores de automóveis, para evitar seu congelamento (em regiões onde as temperaturas estão abaixo de 0oC). Nas regiões polares, a água não congela por causa da presença de elevada quantidade de sais dissolvidos, principalmente NaCl.

d) Pressão osmótica  efeito osmoscópico
Por fim, o efeito osmótico, que consiste na variação da pressão osmótica entre duas soluções separadas entre si por uma membrana semipermeável (m.s.p.) ou de uma solução com o solvente puro. Em resumo, a pressão osmótica é aquela pressão exercida pelo solvente contra a m.s.p. para que ocorra a osmose. Uma membrana semipermeável deve permitir apenas a passagem de solvente (ex.: citoplasma, papel celofane,...). A passagem de solvente através da membrana ocorre até que as soluções tornem-se isotônicas, isto é, exerçam a mesma pressão osmótica.

Deparamos com exemplos deste efeito todos os dias. Quando adicionamos açúcar à salada de frutas, verificamos o aumento no volume do caldo. Da mesma forma, o charque é preparado pela adição de sal sobre a carne, o que provoca a sua desidratação:

  • Figura 5 - Osmose: (a) movimento resultante de um solvente puro ou de uma solução com baixa concentração para uma solução com alta concentração de soluto; (b) a osmose para quando as pressões exercidas pelos dois lados da membrana se igualam. Fonte: Brown; LeMay; Bursten, Química - a ciência central, 2007.
Vale ressaltar que a pressão osmótica () pode ser estimada em uma dada temperatura. A dedução da fórmula é simples. Basta que tomemos como referência a lei dos gases ideais:
Reprodução
Assim, podemos, por analogia, assumir que:
 

Reprodução
Rearranjando,

Reprodução
Sendo: R = constante universal dos gases (0,082 atm.L/mol.K); M = massa molar soluto; Cmolar = molaridade da solução; T = temperatura absoluta (Kelvin).

Esses efeitos são bastante úteis para estudos biológicos, bem como no estudo de polímeros. Qualquer uma das propriedades coligativas permite aos químicos estimar a massa molar de compostos, principalmente macromoléculas, como é o caso dos polímeros.


Por : Jacques Antonio de Miranda e Erivanildo Lopes da Silva são professores do curso de Química da Universidade Federal da Bahia - Campus ICADS-Barreiras. 
  • KOTZ, J.C.; TREICHEL Jr,P.M. Química geral 1 e reações químicas. 5ª ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.
  • BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; D. E. BURSTEN. Química - a ciência central. São Paulo: Pioneira, 2007.
  • RUSSEL, J. B. Química Geral. 2ª ed. São Paulo: Makron Books, 2006.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

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Tá afim de estudar o Universo, estrelas e escala das coisas?

Preparamos essa postagens dando dica de aplicações gratuitas na web para o estudo de do universo de uma forma diferenciada. 


100,00 Stars
Astrônomos de todas as idades vão adorar a experiência mais recente do Google projetado para Chrome. 100,000 Stars (acessá-lo aqui ) é um mapa interativo do espaço, incluindo os locais de-você adivinhou-mais de 100.000 estrelas. (Nota: Antes de você experimentar o mapa, você precisará baixar o navegador Chrome .)

Rendido em três dimensões, a nossa cognoscível, galáxia mapeada é ao mesmo tempo incrivelmente vasto e fácil de navegar. Com imagens e dados da NASA e da Agência Espacial Europeia, do Google Chrome Oficina construiu um modelo 3D do nosso pequeno canto do universo.
Scale of Universe
Compare a escala das coisas, desde o mais pequeno possível unidade de distância (conhecido como o comprimento de Planck) para os outros confins do espaço e do universo, esta ferramenta incrível lhe dá uma pequena ideia da incrível escala do universo. Fascinante para qualquer biólogo, químico, físico, astrônomo, cosmólogo, estudante de ciência ou simplesmente qualquer pessoa.

sábado, 3 de agosto de 2013

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Partes por milhão (ppm)

Partes por milhão (ppm) indica a quantidade, em gramas, de soluto presente em 1000000 gramas da solução. É uma grandeza que serve para relacionar a massa do soluto com a de soluções que estão muito diluídas. Nesses casos, a massa do solvente é praticamente igual à da solução.
O teor de enxofre do diesel deve ser de 50 ppm de acordo com a resolução do CONAMA

Normalmente, no aspecto quantitativo das soluções, para se calcular a relação entre a massa do soluto e a massa da solução, utiliza-se a grandeza denominada “Título” ou “Porcentagem em massa”.
Porém, existem alguns casos em que a massa do soluto presente na solução é tão pequena, que praticamente a massa do solvente é igual à massa da solução. Nesses casos, não se pode usar como referencial uma porcentagem, ou seja, analisar quantos gramas de soluto há em 100 unidades da solução. Assim, é preciso usar como referencial partes maiores da solução, como 1000 000 ou 106, isto é, partes por milhão (ppm).
O cálculo matemático em ppm é feito com a seguinte fórmula:
1 ppm = 1 parte de soluto___
                   106 partes de solução
Existem casos em que a solução está tão diluída que é necessário usar partes por bilhão (ppb) ou até partes por trilhão (ppt). Suas fórmulas são, respectivamente:
1 ppb = 1 parte de soluto___
                109 partes de solução

1 ppt = 1 parte de soluto_____ 
              1012 partes de solução
Se a solução for sólida ou líquida, a concentração em ppm é dada em massa; já se for no estado gasoso, ela será fornecida em volume.
Desse modo, se dissermos que a quantidade máxima permitida de chumbo, nas águas de abastecimento público, deve ser de 0,015 ppm, isso significa que são 0,015 g ou 15 mg de chumbo em 1 milhão de gramas da solução, ou seja, da água.
Outro exemplo importante de utilização da concentração em ppm, foi a resolução de 2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelecia que a quantidade máxima aceitável de enxofre no óleo diesel deveria ser de 50 partes por milhão (ppm), ou seja, 50 partes de enxofre para 1 000 000 de partes do óleo diesel. Sendo que, atualmente, o óleo recebido pelas regiões metropolitanas contém 500 ppm; e, nas áreas rurais do país, esse teor pode chegar a 2 000 ppm.

Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química


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Tipo de concentrações químicas

Concentração é o termo que utilizamos para fazer a relação entre a quantidade de soluto e a quantidade de solvente em uma solução. 
As quantidades podem ser dadas em massa, volume, mol, etc.
Observe:
m1= 2g
n2 = 0,5mol
V = 14L
Cada grandeza tem um índice. Utilizamos índice:
1 = para quantidades relativas ao soluto
2 = para quantidades relativas ao solvente
nenhum índice = para quantidades relativas à solução
Exemplos:
massa de 2g do soluto NaCl: m1= 2g
número de mols de 0,5mol do solvente água: n2 = 0,5mol
volume da solução de 14L: V = 14L
As concentrações podem ser:
  1. Concentração Comum
  2. Molaridade
  3. Título
  4. Fração Molar
  5. Normalidade
Concentração Comum (C)
É a relação entre a massa do soluto em gramas e o volume da solução em litros.

Onde:                                                                                                          
C = concentração comum (g/L)
m1= massa do soluto(g)
V = volume da solução (L)
Exemplo:
Qual a concentração comum em g/L de uma solução de 3L com 60g de NaCl?

Concentração comum é diferente de densidade, apesar da fórmula ser parecida. Veja a diferença:
A densidade é sempre da solução, então:
Na concentração comum, calcula-se apenas a msoluto, ou seja, m1
Molaridade (M)
A molaridade de uma solução é a concentração em número de mols de soluto e o volumede 1L de solução.

Onde:                                                           
M = molaridade (mol/L)
n1= número de mols do soluto (mol)
V = volume da solução (L)
O cálculo da molaridade é feito através da fórmula acima ou por regra de três. Outra fórmula que utilizamos é para achar o número de mols de um soluto:
Onde:
n = número de mols (mol)
m1 = massa do soluto (g)
MM = massa molar (g/mol)
Exemplo:      
Qual a molaridade de uma solução de 3L com 87,75g de NaCl?
                     
                  
                
Podemos utilizar uma única fórmula unindo a molaridade e o número de mols:
Onde:
M = molaridade (mol/L)
m1 = massa do soluto (g)
MM1= massa molar do soluto (g/mol)
V = volume da solução (L)

Título () e Percentual (%)
É a relação entre soluto e solvente de uma solução dada em percentual (%).
Os percentuais podem ser:
- Percentual massa/massa ou peso/peso:
%m/m ; %p/p

- Percentual massa/volume:
%m/V ; %p/V
   
- Percentual volume/volume:
%v/v
Exemplos:
NaCl 20,3% = 20,3g em 100g de solução
50% de NaOH = 50g de NaOH em 100mL de solução (m/v)
46% de etanol = 46mL de etanol em 100mL de solução (v/v)
O título não possui unidade. É adimensional. Ele varia entre 0 e 1.
O percentual varia de 0 a 100.
   ou   
Para encontrar o valor percentual através do título:
Relação entre concentração comum, densidade e título:
      
Relação entre outras grandezas:

Ou simplesmente:
 

 
Exemplo:
1) Uma solução contém 8g de NaCl e 42g de água. Qual o título em massa da solução? E seu título percentual?
                        % = ?
                         
               
                                                                        
                                 
  
                                   
2) No rótulo de um frasco de HCl há a seguinte informação:
título percentual em massa = 36,5%
densidade = 1,18g/mL
Qual a molaridade desse ácido?
Transformar o percentual em título:
Depois aplicar a fórmula:


Para achar a molaridade: