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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

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A democratização da informação no Brasil por meio da Internet

"E que as informações sejam disseminadas para que uma evolução aconteça: um debate de esfera pública no espaço cibernético."

Uma das propostas e frentes de trabalho do atual governo liderado pela presidente Dilma Rousseff está no pilar da comunicação. Prova disso é seu discurso, no dia 1º de janeiro, em que destaca o compromisso com a transparência e a liberdade no acesso às informações. Embora seja um discurso do governo federal, e que se projeta na fala do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ainda há muito a ser feito pelo Brasil no que diz respeito ao acesso à informação, principalmente para a internet.

Passada a época em que a comunicação era unidirecional, em que o receptor de mensagem apenas consumia conteúdo e o diálogo era sobre determinado assunto em mesas de bares, padarias ou igrejas, agora o Brasil – e o mundo – vive uma nova era. É claro que o Brasil avançou muito em termos de comunicação com a World Wide Web (que em português significa Rede de alcance mundial). Mas ainda estamos atrás de países como Argentina, Rússia e Grécia.

Um debate no espaço cibernético

O acesso à internet no Brasil é caro. Por volta de R$ 100,00. E é lento. Nenhuma das empresas garante a entrega da velocidade ofertada, e o consumidor, ao contratar os planos de velocidades inferiores, acaba pagando muito mais caro pelo megabite. É um entrave e o governo, sozinho, não conseguirá resolver. É preciso avançar o debate e as ações com as grandes empresas de telefonia. Precisamos de atitudes, mesmo que em projeto-piloto, para servir de exemplo de sucesso. Novas fórmulas demoram a ser implantadas e quase nunca dão certo no final.

Na ponta desse exemplo, temos o Gesac – os telecentros comunitários –, um programa do Ministério das Comunicações que já levou 12 mil pontos de banda larga para cerca de 5.000 municípios. É notório que o acesso ao debate e a busca pela transparência é uma bandeira levantada pela sociedade civil como a ferramenta em rede: a internet. Mas ainda há muito no que avançar para buscar a qualidade no acesso.

E que as informações sejam disseminadas para que uma evolução aconteça: um debate de esfera pública no espaço cibernético.


Especialista em Comunicação e multimídia pela PUC-GO, Brasília, DF


Veja o que o ex-presidente Lula falou sobre a internet em um vídeo divulgado na última quinta-feira (30/01/2014)



Fonte:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_democratizacao_da_informacao_no_brasil
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1405108-lula-pede-fim-do-jogo-rasteiro-da-calunia-na-internet.shtml

sábado, 3 de agosto de 2013

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Dica de filmes e documentários

Desta vez, para ajudar você a estudar Geografia e mais um pouco de História. E a lista será dupla, com uma parte dedicada apenas a documentários.
As indicações foram feitas pelos professores de Geografia do Cursinho do XI, Alexandre Eneias Gobbis e Paulo Cezar.
Ficção:
Lincoln (2012). Dirigido por Steven Spielberg, o filme foi lançado em janeiro deste ano no Brasil e mostra a luta de Abraham Lincoln, presidente dos Estados Unidos de 1861 até seu assassinato em abril de 1865, para aprovar a 13ª Emenda, que abolia a escravidão no país, em 1865. (Leia mais aqui).
Os Miseráveis (2012). A história se passa na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo e os motins de junho de 1832.

Valsa Com Bashir (2008). Filme israelense sobre a 1ª Guerra do Líbano, no início dos anos 80.

Persepolis (2007). É sobre o início da nova República Islâmica e como ela passou a controlar como as pessoas deveriam se vestir e agir.

Munique (2005). Dirigido por Steven Spielberg, fala sobre um ataque terrorista que aconteceu nas Olimpíadas de Munique de 1972, quando um grupo palestino denominado Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica e matou integrantes da equipe olímpica israelense.

Tropa de Elite 1 e 2 (2007 e 2010). Sobre a violência urbana no Rio de Janeiro.

1984 (1984). Adaptação do livro 1984, escrito em 1948 por George Orwell, que aborda o tema do totalitarismo.

Tempos Modernos (1936). Filme de Charles Chaplin que aborda a Revolução Industrial.

Daens – Um grito de Justiça (1992). O filme se passa na segunda metade do século XIX, período considerado como a Segunda Revolução Industrial, que apresentou grande avanço tecnológico e científico.

Germinal (1993). Baseado no romance  de mesmo nome de Émile Zola, aborda os movimentos grevistas de um grupo de mineiros no norte da França do século XIX contra a exploração.

Documentários:
O Dia que durou 21 anos (2011). O documentário mostra a influência do governo dos Estados Unidos no Golpe de Estado no Brasil em 1964.

Capitalismo: Uma história de amor (2009). Filme de Michael Moore sobre o capitalismo, a liberdade e os Estados Unidos.

Chove sobre Santiago (1976). Sobre o golpe militar no Chile em 1973.

O contestado (2012). Sobre a Guerra do Contestado, ocorrida entre 1912 e 1916, que envolveu milhares de civis e militares e colocou Paraná e Santa Catarina em disputa por questões territoriais.

Terra para Rose (1987). Documentário sobre a formação do MST.

O veneno está sobre nossa mesa (2011). Sobre o uso abusivo de agrotóxicos nos alimentos no Brasil.

Fonte: Guia do Estudante 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

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Dica de filme: Hitler: A Ascensão do Mal



A Ascensão do Mal começa por fazer o retrato da mente jovem e em desenvolvimento de um louco embrionário, acompanhando-o nos seus anos de formação e em como evolui no homem que explorou a nação, que apelou por um líder que pudessem seguir. Motivado pela raiva e distorcido pelo ego, Hitler luta num mundo que acredita dever-lhe algo, seduzindo a Alemanha numa dança macabra de rendição e controle. Um Poderoso Documento Sobre o Mal.

domingo, 23 de junho de 2013

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Conheça os biomas brasileiros


Um bioma é um conjunto de tipos de vegetação que se desenvolve em grandes áreas contínuas, e apresentam flora e fauna semelhantes. No Brasil temos a amazônia, o cerrado, a mata atlântica, os pampas e o pantanal. Saiba mais sobre cada um deles e estude para o vestibular e Enem
AMAZONIA - Maior bioma brasileiro, a Amazônia ocupa quase metade do território nacional (49,29%) e cobre totalmente os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, além de estar presente em Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. Marcada pela bacia amazônica, a vegetação desse bioma se caracteriza por árvores altas, matas de várzea e igapós. Quase metade das espécies vivas do Brasil estão na Amazônia.

CAATINGA - Esse é o principal bioma do nordeste, estando presente no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Maranhão e em 2% do estado de Minas Gerais. Apresenta vegetação de savana estépica, espinhosa e decidual, além de áreas serranas e brejos. Uma marca típica da região é o regime de chuvas, marcado por longos períodos de estiagem, seguido de chuvas intermitentes e um de seca curta seguido de chuvas torrenciais.
 
CERRADO - Cobrindo 22% do território, o cerrado é o segundo maior bioma brasileiro. Presente nos estados de Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, é caracterizado por formações da savana e clima tropical quente subúmido, planaltos, chapadas, mata ciliar e ribeirinha e veredas.

PANTANAL - Presente nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o pantanal tem inundações de longa duração, o que provoca alterações na vida silvestre e na vegetação, que é caracterizada pela savana. Grande parte da área que circunda o pantanal foi substituída por pastos e lavouras.

PAMPA - No Brasil, está presente somente em 63% do território do Rio Grande do Sul, mas se estende pela Argentina e Uruguai. O bioma Pampa é marcado por clima chuvoso, temperaturas negativas no inverno e vegetação constituída de ervas e arbustos.

MATA ATLÂNTICA - Ocupando toda a faixa litorânea brasileira e parte do Planalto Meridional até o Rio Grande do Sul, a Mata Atlântica é caracterizada por árvores altas e vegetação de clima quente e úmido. No passado, já foi um dos biomas mais ricos da América do Sul, mas a ocupação do litoral e o desmatamento acabaram por descaracterizá-lo.

Imagens: Wikimedia Commons
Texto: Guia do Estudante

segunda-feira, 3 de junho de 2013

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Escalas

As Escalas representam, de forma gráfica, um mapa e a realidade do espaço geográfico real, com isso os mapas podem utilizar duas escalas, numérica ou gráfica.

- Escala numérica: É representada em forma de fração 1/10.000 ou razão 1:10.000, isso significa que o valor do numerador é o do mapa e o denominador é o valor referente ao espaço real.

Ex: 1:10.000, cada 1 cm no papel (mapa) corresponde a 10.000 cm no espaço real.

- Escala Gráfica: Representa de forma gráfica a escala numérica.

Cada unidade da escala, ou seja, 1 cm representa 50 km no espaço real.
Assim como os mapas servem para localização e orientação, existem outros instrumentos, vamos analisar especificamente a Rosa dos ventos, conhecida como Pontos cardeais, colaterais, subcolaterais e intermediários.
 

Pontos cardeais

Norte (N)
Sul (S)
Leste (L)
Oeste (O)

Pontos Colaterais

Noroeste (NO)
Nordeste (NE)
Sudoeste (SO)
Sudeste (SE)

Pontos Subcolaterais

Norte-Nordeste (NNE)
Norte-Noroeste (NNO)
Leste-Nordeste (LNE)
Leste-Sudeste (LSE)
Sul-Sudeste (SSE)
Sul-Sudoeste (SSO)
Oeste-Sudoeste (OSO)
Oeste-Noroeste (ONO)

Pontos intermediários: Sem notação específica, é o ponto intermediário entre S (Sul) e SSO (Sul-Sudoeste), por exemplo.

Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia

domingo, 2 de junho de 2013

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Nova Ordem Mundial

As bandeiras, respectivamente, da União Europeia, dos Estados Unidos, da China e do Japão, principais atores da Nova Ordem Mundial

A Nova Ordem Mundial – ou Nova Ordem Geopolítica Mundial – significa o plano geopolítico internacional das correlações de poder e força entre os Estados Nacionais após o final da Guerra Fria.
Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o esfacelamento da União Soviética, em 1991, o mundo se viu diante de uma nova configuração política. A soberania dos Estados Unidos e do capitalismo se estendeu por praticamente todo o mundo e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se consolidou como o maior e mais poderoso tratado militar internacional. O planeta, que antes se encontrava na denominada “Ordem Bipolar” da Guerra Fria, passou a buscar um novo termo para designar o novo plano político.
A primeira expressão que pode ser designada para definir a Nova Ordem Mundial é a unipolaridade, uma vez que, sob o ponto de vista militar, os EUA se tornaram soberanos diante da incapacidade de qualquer outro país rivalizar com os norte-americanos nesse quesito.
A segunda expressão utilizada é a multipolaridade, pois, após o término da Guerra Fria, o poderio militar não era mais o critério principal a ser estabelecido para determinar a potencialidade global de um Estado Nacional, mas sim o poderio econômico. Nesse plano, novas frentes emergiram para rivalizar com os EUA, a saber: o Japão e a União Europeia, em um primeiro momento, e a China em um segundo momento, sobretudo a partir do final da década de 2000.
Por fim, temos uma terceira proposta, mais consensual: a unimultipolaridade. Tal expressão é utilizada para designar o duplo caráter da ordem de poder global: “uni” para designar a supremacia militar e política dos EUA e “multi” para designar os múltiplos centros de poder econômico.

Mudanças na hierarquia internacional
Outra mudança acarretada pela emergência da Nova Ordem Mundial foi a necessidade da reclassificação da hierarquia entre os Estados nacionais. Antigamente, costumava-se classificar os países em 1º mundo (países capitalistas desenvolvidos), 2º mundo (países socialistas desenvolvidos) e 3º mundo (países subdesenvolvidos e emergentes). Com o fim do segundo mundo, uma nova divisão foi elaborada.
A partir de então, divide-se o mundo em países do Norte (desenvolvidos) e países do Sul (subdesenvolvidos), estabelecendo uma linha imaginária que não obedece inteiramente à divisão norte-sul cartográfica, conforme podemos observar na figura abaixo.

Mapa com a divisão norte-sul e a área de influência dos principais centros de poder

É possível perceber, no mapa acima, que a divisão entre norte e sul não corresponde à divisão estabelecida usualmente pela Linha do Equador, uma vez que os critérios utilizados para essa divisão são econômicos, e não cartográficos. Percebe-se que alguns países do hemisfério norte (como os Estados do Oriente Médio, a Índia, o México e a China) encontram-se nos países do Sul, enquanto os países do hemisfério sul (como Austrália e Nova Zelândia), por se tratarem de economias mais desenvolvidas, encontram-se nos países do Norte.
No mapa acima também podemos visualizar as áreas de influência política dos principais atores econômicos mundiais. Vale lembrar, porém, que a área de influência dos EUA pode se estender para além da divisão estabelecida, uma vez que sua política externa, muitas vezes, atua nas mais diversas áreas do mundo, com destaque para algumas regiões do Oriente Médio.

A “Guerra ao terror”
Como vimos, após o final da Guerra Fria, os Estados Unidos se viram isolados na supremacia bélica do mundo. Apesar de a Rússia ter herdado a maior parte do arsenal nuclear da União Soviética, o país mergulhou em uma profunda crise ao longo dos anos 1990 e início dos anos 2000, o que não permitiu que o país mantivesse a conservação de seu arsenal, pois isso custa muito dinheiro.
Em face disso, os Estados Unidos precisavam de um novo inimigo para justificar os seus estrondosos investimentos em armamentos e tecnologia bélica. Em 2001, entretanto, um novo inimigo surgiu com os atentados de 11 de Setembro, atribuídos à organização terrorista Al-Qaeda.

A tragédia de 11 de Setembro vitimou centenas de pessoas, mas motivou os EUA a gastarem ainda mais com armas. ¹

Com isso, sob o comando do então presidente George W. Bush, os Estados Unidos iniciaram uma frenética Guerra ao Terror, em que foram gastos centenas de bilhões de dólares. Primeiramente os gastos se direcionaram à invasão do Afeganistão, em 2001, sob a alegação de que o regime Talibã que governava o país daria suporte para a Al-Qaeda. Em segundo, com a perseguição dos líderes dessa organização terrorista, com destaque para Osama Bin Laden, que foi encontrado e morto em maio de 2011, na Palestina.
O que se pode observar é que não existe, ao menos por enquanto, nenhuma nação que se atreva a estabelecer uma guerra contra o poderio norte-americano. O “inimigo” agora é muito mais difícil de combater, uma vez que armas de destruição em massa não podem ser utilizadas, pois são grupos que atacam e se escondem em meio à população civil de inúmeros países.
––––––––––––––––––––

¹Fonte da imagem: Ken Tannenbaum e Shutterstock

Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em História

sexta-feira, 24 de maio de 2013

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Fuso Horário



Mapa dos Fusos Horários
Os fusos horários, também denominados zonas horárias, foram estabelecidos através de uma reunião composta por representantes de 25 países em Washington, capital estadunidense, em 1884. Nessa ocasião foi realizada uma divisão do mundo em 24 fusos horários distintos.

A metodologia utilizada para essa divisão partiu do princípio de que são gastos, aproximadamente, 24 horas (23 horas, 56 minutos e 4 segundos) para que a Terra realize o movimento de rotação, ou seja, que gire em torno de seu próprio eixo, realizando um movimento de 360°. Portanto, em uma hora a Terra se desloca 15°. Esse dado é obtido através da divisão da circunferência terrestre (360°) pelo tempo gasto para que seja realizado o movimento de rotação (24 h).

O fuso referencial para a determinação das horas é o Greenwich, cujo centro é 0°. Esse meridiano, também denominado inicial, atravessa a Grã-Bretanha, além de cortar o extremo oeste da Europa e da África. A hora determinada pelo fuso de Greenwich recebe o nome de GMT. A partir disso, são estabelecidos os outros limites de fusos horários.

A Terra realiza seu movimento de rotação girando de oeste para leste em torno do seu próprio eixo, por esse motivo os fusos a leste de Greenwich (marco inicial) têm as horas adiantadas (+); já os fusos situados a oeste do meridiano inicial têm as horas atrasadas (-).

Alguns países de grande extensão territorial no sentido leste-oeste apresentam mais de um fuso horário. A Rússia, por exemplo, possui 11 fusos horários distintos, consequência de sua grande área. O Brasil também apresenta mais de um fuso horário, pois o país apresenta extensão territorial 4.319,4 quilômetros no sentido leste-oeste, fato que proporciona a existência de quatro fusos horários distintos, no entanto, graças ao Decreto n° 11.662, publicado no Diário Oficial de 25 de abril de 2008, o país passou a adotar somente três.

A compreensão dos fusos horários é de extrema importância, principalmente para as pessoas que realizam viagens e têm contato com pessoas e relações comerciais com locais de fusos distintos dos seus, proporcionado, portanto, o conhecimento de horários em diferentes partes do globo.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Fonte: Equipe Brasil Escola

segunda-feira, 13 de maio de 2013

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Globalização Milton Santos - O mundo global visto do lado de cá.

A OBRA: documentário completo.

O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte.
O cineasta conheceu Milton Santos em 1995, e desde então tinha planos para filmar o geógrafo. Os anos foram passando e, somente em 2001, Tendler realizou o que seria a última entrevista de Milton (que viria a morrer cinco meses depois). Baseado nesse primeiro ponto de partida o documentário procura explicar, ou até mesmo elucidar, essa tal Globalização da qual tanto ouvimos falar.
O documentário percorre algumas trilhas desses caminhos apontados por Milton, vemos movimentos na Bolívia, na França, México e chegamos ao Brasil, na periferia de Brasília. Em Ceilândia, a câmera nos mostra pessoas dispostas a mudar as manchetes dos jornais que só falam da comunidade para retratar a violência local. Adirley Queiroz, ex-jogador de futebol, hoje cineasta, estudou os textos de Milton e procura novos caminhos para fugir do 'sistema' ou do Globaritarismo -- termo criado por Milton Santos para designar a nova ordem mundial.

O AUTOR: Milton Santos

Apesar de ter se graduado em Direito, desenvolveu trabalhos em diversas áreas da Geografia , em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo . Foi um dos grandes nomes da renovação na geografia brasileira ocorrida nos anos 70 .
Durante toda a vida buscou métodos e visões diferentes para encarar seus temas de estudo. Lecionou em diversas universidades mundo afora, no seu o exílio durante a ditadura militar no Brasil: Paris (França), Columbia (EUA), Toronto (Canadá ) e Dar es Salaam (Tanzânia ). Também lecionou na Venezuela e Reino Unido . Regressou ao Brasil em 1977 , tendo trabalhado na Universidade Federal Fluminense e ingressando na Universidade de São Paulo em 1984 .
Faleceu em 2001 , aos 75 anos de idade, deixando uma vasta obra.

sábado, 11 de maio de 2013

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Islamismo


O Islamismo é uma religião monoteísta, ou seja, acredita na existência de um único Deus; é fundamentada nos ensinamentos de Mohammed, ou Muhammad, chamado pelos ocidentais de Maomé. Nascido em Meca, no ano 570, Maomé começou sua pregação aos 40 anos, na região onde atualmente corresponde ao território da Arábia Saudita. Conforme a tradição, o arcanjo Gabriel revelou-lhe a existência de um Deus único.

A palavra islã significa submeter-se e exprime a obediência à lei e à vontade de Alá (Allah, Deus em árabe). Seus seguidores são os muçulmanos (Muslim, em árabe), aquele que se subordina a Deus. Atualmente, é a religião que mais se expande no mundo, está presente em mais de 80 países.
Alcorão, livro sagrado do Islamismo

O livro sagrado do Islamismo é o alcorão (do árabe alqur´rãn, leitura), consiste na coletânea das revelações divinas recebidas por Maomé de 610 a 632. Seus principais ensinamentos são a onipotência de Deus e a necessidade de bondade, generosidade e justiça nas relações entre os seres humanos.

Dentre os vários princípios do Islamismo, cinco são regras fundamentais para os mulçumanos:
- Crer em Alá, o único Deus, e em Maomé, seu profeta;
- Realizar cinco orações diárias comunitárias (sãlat);
- Ser generoso para com os pobres e dar esmolas;
- Obedecer ao jejum religioso durante o ramadã (mês anual de jejum);
- Ir em peregrinação à Meca pelo menos uma vez durante a vida (hajj).
Oração dos mulçumanos

Após a morte de Maomé, a religião islâmica sofreu ramificações, ocorrendo divisão em diversas vertentes com características distintas. As vertentes do Islamismo que possuem maior quantidade de seguidores são a dos sunitas (maioria) e a dos xiitas. Xiita significa “partidário de Ali” – Ali Abu Talib, califa (soberano muçulmano) que se casou com Fátima, filha de Maomé, e acabou assassinado. Os sunitas defenderam o califado de Abu Bakr, um dos primeiros convertidos ao Islã e discípulo de Maomé. As principais características são:

Sunitas – defendem qu
e o chefe do Estado mulçumano (califa) deve reunir virtudes como honra, respeito pelas leis e capacidade de trabalho, porém, não acham que ele deve ser infalível ou impecável em suas ações. Além do Alcorão, os sunitas utilizam como fonte de ensinamentos religiosos as Sunas, livro que reúne o conjunto de tradições recolhidas com os companheiros de Maomé.

Xiitas – alegam que a chefia do Estado muçulmano só pode ser ocupada por alguém que seja descendente do profeta Maomé ou que possua algum vínculo de parentesco com ele. Afirmam que o chefe da comunidade islâmica, o imã, é diretamente inspirado por Alá, sendo, por isso, um ser infalível. Aceitam somente o Alcorão como fonte sagrada de ensinamentos religiosos.

Alguns pontos em comum entre Xiitas e Sunitas são: a individualidade de Deus, a crença nas revelações de Maomé e a crença na ressurreição do profeta no Dia do Julgamento.

No Brasil, o Islamismo chegou, primeiramente, através dos escravos africanos trazidos ao país. Posteriormente, ocorreu um grande fluxo migratório de árabes para o território brasileiro, contribuindo para a expansão da religião. A primeira mesquita islâmica no Brasil foi fundada em 1929, em São Paulo. Atualmente existem aproximadamente 27,3 mil muçulmanos no Brasil.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia

domingo, 21 de abril de 2013

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Confira a lista de Bilionários da Forbes 2013

"Enquanto muitos passam fome, bilionários disputam quem tem mais!"

Confira a lista publicada anualmente pela revista Forbes que avalia a riqueza e os bens de bilionários em todo mundo. Somando a fortuna de todos os bilionários chega-se a um total de 4,5 trilhões de dólares.




Brasil tem 46 bilionários segundo a revista

O Brasil tem 46 nomes na lista de bilionários de 2013 da revista Forbes. Mais rico do País no ranking do ano passado, Eike Batisa despencou da 7ª para a 100ª posição na nova edição, que continua tendo o mexicano Carlos Slim como mais rico do mundo. O brasileiro perdeu US$ 19,4 bilhões - maior prejuízo do ano -, por causa da desvalorização das ações das suas empresas de mineração, energia, e construção naval. A fortuna de Eike foi estimada pela Forbes em US$ 10,6 bilhões.

O melhor colocado na lista entre os brasileiro é o financista Jorge Paulo Lemann, em 33º lugar, com uma fortuna de US$ 17,8 bilhões. Entre os investimentos de Lemann estão a empresa alimentícia Heinz, a rede de fast-food Burger King e a Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo. A lista da Forbes, em sua 27ª edição, é a maior que já houve, com 210 novos bilionários. O patrimônio total dos 1.426 bilionários do mundo, segundo aForbes, chega a US$ 5,4 trilhões. Na lista anterior, era de US$ 4,6 trilhões.

Entre as novidades estão o apresentador Silvio Santos e o bispo Edir Macedo. De acordo com a publicação, o dono do SBT está na posição número 1.107, com a fortuna avaliada em US$ 1,3 bilhão, enquanto Edir Macedo está na posição número 1.268, com US$ 1,1 bilhão.

Em fevereiro, a revista já tinha afirmado que Silvio Santos havia atingido a fortuna de US$ 1,25 bilhão e disse que ele é o empresário brasileiro "mais famoso do País". Silvio também foi "a primeira celebridade bilionária brasileira" a entrar no ranking - condição, diz a Forbes, que hoje se compara com a da apresentadora de TV americana Oprah Winfrey e com diretores de cinema Steven Spielberg e George Lucas. Hoje, o Grupo Silvio Santos, diz a revista, é um conglomerado de 30 companhias que empregam cerca de 8 mil funcionários e geram uma receita anual de US$ 2 bilhões.

Em janeiro, a revista listou os pastores mais ricos do País, com Edir Macedo encabeçando o ranking. A revista apontou, na época, que o fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que possui templos nos Estados Unidos, seria, de longe, o mais rico pastor do Brasil, com um patrimônio líquido estimado em US$ 950 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão). Segundo a revista, o bispo, que também é proprietário da Rede Record, passou 11 dias na prisão em 1992 devido acusações de charlatanismo e continua sendo processado por autoridades americanas e venezuelanas.

Confira quem são os brasileiros mais ricos, segundo a Forbes:

33º - Jorge Paulo Lemann - US$ 17,8 bilhões 

46º - Joseph Safra - US$ 15,9 bilhões

74º - Antonio Ermirio de Moraes e família - US$ 12,7 bilhões

87º - Dirce Navarro de Camargo e família - US$ 11,5 bilhões

100º - Eike Batista - US$ 10,6 bilhões

119º - Marcel Herrmann Telles - US$ 9,1 bilhões

123º - João Roberto Marinho - US$ 8,7 bilhões

123º - Roberto Irineu Marinho - US$ 8,7 bilhões
128º - Jose Roberto Marinho - US$ 8,6 bilhões

150º - Carlos Alberto Sicupira - US$ 7,9 bilhões

258º - Roberto Civita e família - US$ 4,9 bilhões

272º - Walter Faria - US$ 4,6 bilhões

286º - Francisco Ivens de Sá Dias Branco - US$ 4,4 bilhões

329º - André Esteves - US$ 4 bilhões

353º - Aloysio de Andrade Faria - US$ 3,8 bilhões

363º - Abilio dos Santos Diniz - US$ 3,7 bilhões

423º - Antonio Luiz Seabra - US$ 3,2 bilhões

458º - Nevaldo Rocha e família - US$ 3 bilhões

554º - Edson de Godoy Bueno - US$ 2,6 bilhões

554º - Ana Maria Marcondes Penido Sant'Anna - US$ 2,6 bilhões

554º - Rubens Ometto Silveira Mello - US$ 2,6 bilhões

613º - Dulce Pugliese de Godoy Bueno - US$ 2,4 bilhões

613º - Moise Safra - US$ 2,4 bilhões

670º - Eduardo Saverin - US$ 2,2 bilhões

704º - Joao Alves de Queiroz Filho - US$ 2,1 bilhões

736º - Lirio Parisotto - US$ 2 bilhões

792º - Elie Horn - US$ 1,9 bilhão

792º - Jose Isaac Peres - US$ 1,9 bilhão

831º - Guilherme Peirao Leal - US$ 1,8 bilhão

868º - Jayme Garfinkel e família - US$ 1,75 bilhão

882º - Rubens Menin Teixeira de Souza - US$ 1,7 bilhão

931º - Lina Maria Aguiar - US$ 1,6 bilhão

974º - Victor Gradin e família - US$ 1,5 bilhão

1031º - Julio Bozano - US$ 1,4 bilhão

1107º - Lia Maria Aguiar - US$ 1,3 bilhão

1107º - Silvio Santos - US$ 1,3 bilhão

1175º - Antonio Jose Carneiro - US$ 1,2 bilhão

1250º - Ana Lucia de Mattos Barretto Villela - US$ 1,15 bilhão

1250º - Alfredo Egydio Arruda Villela Filho - US$ 1,15 bilhão

1250º - Rosa Evangelina Marcondes Penido Dalla Vecchia - US$ 1,15 bilhão

1268º - Daisy Igel - US$ 1,1 bilhão

1268º - Liu Ming Chung - US$ 1,1 bilhão

1268º - Edir Macedo - US$ 1,1 bilhão

1268º - Guilherme Paulus - US$ 1,1 bilhão

1268º - Dorothea Steinbruch - US$ 1,1 bilhão

1342º - Marcos Antonio Molina dos Santos - US$ 1 bilhão

Fonte:

quinta-feira, 11 de abril de 2013

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Estudando o Capitalismo

“Vivemos em um mundo capitalista!”. Certamente, esta frase foi dita ou ouvida pela maioria das pessoas, porém muitos ainda não sabem o que significa viver em um mundo capitalista.
Capitalismo é o sistema sócio-econômico em que os meios de produção (terras, fábricas, máquinas, edifícios) e o capital(dinheiro) são propriedade privada, ou seja, tem um dono.
Antes do capitalismo, o sistema predominante era o Feudalismo, cuja riqueza vinha da exploração de terras e também do trabalho dos servos. O progresso e as importantes mudanças na sociedade (novas técnicas agrícolas, urbanização, etc) fizeram com que este sistema se rompesse. Estas mesmas mudanças que contribuiram para a decadência do Feudalismo, cooperaram para o surgimento do capitalismo.
Os proprietários dos meios de produção (burgueses ou capitalistas) são a minoria da população e os não-proprietários (proletários ou trabalhadores – maioria) vivem dos salários pagos em troca de sua força de trabalho.

CARACTERÍSTICAS
- Toda mercadoria é destinada para a venda e não para o uso pessoal
- O trabalhador recebe um salário em troca do seu trabalho
- Toda negociação é feita com dinheiro
- O capitalista pode admitir ou demitir trabalhadores, já que é dono de tudo (o capital e a propriedade)


FASES DO CAPITALISMO
-Capitalismo Comercial ou mercantil: consolidou-se entre os séculos XV e XVIII. É o chamado Mercantilismo. As grandes potências da época (Portugal, Espanha, Holanda, Inglaterra e França) exploravam novas terras e comercializavam escravos, metais preciosos etc. com a intenção de enriquecer.

-Capitalismo Industrial: Foi a época da Revolução Industrial.
-Capitalismo Financeiro: após a segunda guerra, algumas empresas começaram a exportar meios de produção por causa da alta concorrência e do crescimento da indústria.

O capitalismo vem sofrendo modificações desde a Revolução Industrial até hoje. No início do século XX, algumas empresas se uniram para controlar preços e matérias-primas impedindo que outras empresas menores tenham a chance de competir no mercado.
Nessa época várias empresas se fundiram, dando origem as transnacionais (também conhecidas como multinacionais). São elas: Exxon, Texaco, IBM, Microsoft, Nike, etc.
OBS: O nome transnacional expressa melhor a idéia de que essas empresas atuam além de seu país. O termo multinacional nos levava a concluir que a empresa tinha várias nacionalidades. Por esta razão, o termo foi substituído.

A união de grandes empresas trouxe prejuízo para as pequenas empresas que não conseguem competir no mercado nas mesmas condições. Ou acabam sendo “devoradas” pelos gigantes ou conseguem apenas uma parcela muito pequena no mercado.
Visando sempre o lucro e o progresso, grandes empresas passaram a valorizar seus empregados oferecendo-lhes benefícios no intuito de conseguir extrair deles a vontade de trabalhar.

Consequentemente, essa vontade e dedicação ao trabalho levará o empregado a desempenhar o serviço com mais capricho e alegria, contribuindo para o sucesso da empresa.

Infelizmente, muitas empresas não investem em seus operários e muitos deles trabalham sem a menor motivação, apenas fazem o que é preciso para se manterem no emprego e assegurar o bem-estar de sua família.

terça-feira, 26 de março de 2013

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Resumo de clima


CLIMA                                                                                                                      
Para entendermos o significado de clima, é importante sabermos distingui-lo de tempo atmosférico. O tempo corresponde a um estado momentâneo na atmosfera em um determinado lugar. Já o clima envolve estudos relacionados ao tempo em uma escala maior, para caracterizar-se um tipo específico de clima é necessário estudar o tempo de um determinado espaço geográfico em um período de no mínimo 30 anos. Sabe-se a partir disso que cada local ou região apresenta um clima característico, porque os fatores climáticos clima de cada região são distintos.

Os diversos tipos de clima são caracterizados pelos fatores climáticos, e são eles:
·      Latitude: É o principal fator de diferenciação das zonas climáticas - polar, temperada e tropical. De forma geral, quanto maior a latitude, ou seja, quanto mais nos afastamos do Equador, em direção aos polos, menores são as temperaturas médias anuais. Isso ocorre por que o globo terrestre está inclinado, fazendo assim que a incidência solar não seja homogenia em todo o globo.
·        Altitude: Quando maio a altitude, menor a temperatura média do ar. Logo, em localidades de mesma latitude, porém em altitudes diferentes, apresentaram clima diferente. Por exemplo, a região de Curitiba em relação ao litoral paranaense possui uma altitude maior, logo a sua temperatura média é menor, e no litoral a temperatura é maior em relação a capital.
·      Albedo: A temperatura também pode variar de acordo com o seu índice de reflexão - o albedo - de um superfície varia de acordo com a sua cor. A cor por sua vez, depende de uma série de fatores químicos e físicos. A neve, por exemplo reflete até 90% dos raios solares, enquanto as florestas como a Floresta Amazônica, reflete apenas 15%. Quanto menor o albedo, maior a absorção de raios solares, maior o aquecimento e , consequentemente, maior a irradiação de calor.
·        Massas de ar: São grandes porções e atmosfera que podem se estender por milhares de quilômetros. Formam-se quando o ar permanece sobre uma superfície homogenia. Comunalmente falamos sobre massas de ar quente e frio, porém as massas de ar são nomeadas e caracterizadas da seguinte forma: as oceânicas são úmidas e as continentais, secas; as tropicais e equatoriais são quentes, e as temperadas e polares são frias. À medida que se desloca, vão se descaracterizando pela interação com outras massas, com as quais trocam calor e/ou umidade, promovendo diversos fenômenos, a exemplo das chuvas.
·   Continentalidade e maritimidade: Está relacionado a proximidade de grandes massas de água, que não só interfere na umidade relativa do ar, mas também na temperatura. Em áreas que sofrem influência de continentalidade, há maior variação de temperatura ao longo do dia, ou mesmo de um estação, do que em áreas que sofrem influência da maritimidade. Em regiões litorâneas a variação de temperaturas ao decorrer do dia é menor do que no interior do continente.
·       Correntes marítimas: Causa grande influência no clima, porque alteram a temperatura atmosférica, são extensas porções de água que diferenciam-se das águas do entorno do continente em temperatura, salinidade e direção.
·       Vegetação: Quando pensamos nos fatores orgânicos, não temos a ideia da influência que a vegetação exerce no clima. O que não se sabe é que a cobertura vegetal interfere diretamente na absorção e irradiação de calor, além da umidade do ar.
·      Relevo: Está associado diretamente com os fatores climáticos altitude e massas de ar, o relevo influência na temperatura e umidade, ao facilitar ou dificultar a circulação das massas de ar.
Os fatores climáticos citados a cima estão ligados diretamente e contribuem para a caracterização dos diversos tipos de clima existente, esses climas sofrem em comum ações de alguns elementos ou atributos do clima. São esses elementos: temperatura, umidade e pressão atmosférica.

·         A temperatura: é a intensidade de calor existente na atmosfera.
·      A umidade: é a quantidade de vapor de água presente na atmosfera num determinado momento.
·    A pressão atmosférica: é a medida da força exercida pelo peso do ar contra uma área.

Para compreendermos a relação entre esses elementos, basta olhar a sua influência no nosso dia-dia. Por exemplo é o caso das chuvas.
Quando a umidade relativa do ar atinge o seu ponto de saturação, ou seja, quando o limite de umidade comportado pelo ar chega a 100% , há uma grande possibilidade de precipitação, para isso acontecer, o vapor de água precisa se condensar, isso acontece com a queda da temperatura. Em contrapartida, quando umidade e temperatura não promovem as condições favoráveis para a precipitação, dificilmente choverá.
Para entendermos o processo de condensação do vapor de água o que ocasiona as chuva, precisamos entender o atributo pressão atmosférica. Quando a temperatura diminui, maior o número de moléculas por metro cúbico de ar, maior o peso e maior a pressão atmosférica, causando a precipitação(chuva), ao contrário quanto maior a temperatura, menor é o número de moléculas em cada metro cúbico de ar e menor se torna seu peso; portanto, menor a pressão atmosférica.
Como visto anteriormente os elementos do clima contribuem diretamente para a formação de chuvas. Os três principais tipos de chuvas são: chuva frontal, chuva de relevo e chuva de convecção ou de verão.

·       Chuva frontal: Ocorre nas zonas de contato entre duas massas de ar, uma quente e outra fria, ocorre a condensação do vapor e a precipitação da água, pode se ver uma grande relação entre a convergência das massas de ar.
·   Chuva de relevo: Sofre influência diretamente da altitude, barreiras de relevo levam as massas de ar a atingir grandes altitudes, o que causa queda de temperatura, condensação de vapor e precipitação, esse tipo de chuva costuma ser localizada, intermitente e fina.
·  Chuva de convecção ou de verão: com a temperatura elevada na superfície o ar fica menos denso, e sobe para altitudes mais elevadas , a temperatura diminui, o vapor condensa em gotículas em suspensão. O ar fia mais denso e desse frio e seco para a superfície iniciando novamente o ciclo convectivo. Geralmente ocorre pancadas de chuva ao fim da tarde, quando as nuvens carregadas chegam a atingir 10 km de altura, provocando chuvas torrenciais rápidas e localizadas.
Pode se observar que nesses fenômenos, gerados a partir da combinação de elementos do clima, há sempre uma relação muito direta entre eles, que caracterizam ou contribuem para a caracterização de um clima específico, assumindo comportamentos diferentes de acordo com os fatores climáticos.

Fenômenos climáticos
O nosso planeta vem sofrendo mudanças climáticas há muito tempo, fenômenos naturais que ocorreram em escala maior de tempo, basta lembrar que há 4,6 bilhões a Terra era uma bola incandescente que oi se resfriando. Recentemente foram detectadas alterações climáticas, em escala menor de tempo que tem alterado o processo natural do nosso planeta, a maioria desses fenômenos como as ilhas de calor e as chuvas ácidas, são agravados pelo lançamento de gases e partículas poluidoras na atmosfera e pela exploração inadequada dos recursos naturais.
Veja alguns fenômenos:

·     Inversão térmica: Trata-se de um fenômeno em escala local, e acontece particularmente nos meses de inverno, em regiões de baixa latitude, ou locais que retém muito calor durante o dia e perde muito rápido durante a noite, como centros urbanos, áreas que apresentam grandes áreas construídas, desmatada e impermeabilizada por cimento e asfalto. É habitual que as massas de ar frio se localizem em altas altitudes e massas de calor concentrem em baixas altitudes, na inversão térmica, como o próprio nome já diz isso ocorre inversamente. Durante a inversão térmica a perda de calor no solo e no ar chega a seu pico, dificultando a elevação da temperatura, isso ocorre por algumas horas, geralmente no final da madrugada, quando isso ocorre o ar frio fica aprisionado em baixas altitudes, enquanto ao nascer do sol as massas de as quente ficam em altas altitudes, até um certo período da manhã. No meio urbano isso vem acompanhado de um problema extra: com a concentração das massas de ar frio em baixas altitudes, o que dificulta a sua dispersão, ocorre também a concentração de toneladas de poluentes gerados por fontes dos centros urbano-industriais.
·       O efeito estufa: O feito estufa é um processo natural de retenção de calor e essencial para o equilíbrio do nosso planeta, pois faz com que haja a retenção de calor irradiado pela superfície terrestre e pelas partículas de água em suspensão na atmosfera evitando que isso se perca no meio externo. O problema não está no efeito estufa, mas sim na intensificação de emissão de gases poluentes na atmosfera, como o metano, clorofluorcarbonetos, dióxido de carbono que faz com que se retenha mais calor do que deveria em seu estado natural. O aumento da temperatura poderia agravar o derretimento de gelo, das calotas polares, topo das montanhas, etc. O que resultaria em uma possível elevação de 20cm, em média, o nível dos oceanos.
·   Ilhas de calor: Este é um fenômeno antrópico, ou seja, produzido pelo homem. Resulta na elevação de temperatura em centros urbanos, as diferenças com as áreas rurais podem chegar a 7°C, isso ocorre devido a diferença de irradiação e retenção de calor dos elementos presentes no campo e na cidade. Enquanto no campo verde ou seco a capacidade de reflexão de luz solar incidente varia de 20% a 30% no asfalto isso não passa de 5%, logo regiões mais urbanizadas tem capacidade de retenção de calor maior. A formação de ilhas de calor facilita a ascensão do ar, formando uma zona de baixa pressão. Isso faz com que os ventos soprem, pelo menos durante o dia, para a área central, trazendo muita das vezes maiores quantidade de poluentes, isso faz com que se forme uma "cúpula" de ar pesadamente poluído nos centros urbanos.
·     As chuvas ácidas:  A chuva ácida também é decorrente da poluição. As chuvas corriqueiras são ligeiramente ácidas por ocorrer a reação da água e o C02 formando o ácido carbônico (H2CO3), que é um ácido fraco e não é tão prejudicial para a nossa saúde e meio ambiente. As chuvas são mesmo consideradas ácidas, quando ocorre a reação de água com o dióxido e nitrogênio (NO2) e trióxido de enxofre (SO3) - esses gases poluentes são provenientes da queima de combustíveis fósseis. Além de causar corrosão de metais, de pinturas e de monumentos históricos, as chuvas ácidas provocam uma série de problemas ambientais como a acidificação de lagos, tornando a água inapropriada para a subsistência do ecossistema aquático. As chuvas ácidas são geralmente localizadas, porém provocam impactos, muitas vezes, a centenas de quilômetros das fontes poluidoras. 

Por: Rafael Vinicius da Silva
Equipe Revisando o Conteúdo